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Europa

  • Sem classificação, Suíça

    Nosso Roteiro na Suíça

    Nosso roteiro na Suíça não foi dos mais comuns, ficamos 15 dias em Zurique cuidando de 2 gatinhos incríveis e fofos! Geralmente ficamos hospedados na casa de quem precisa que cuide dos seus pets através da plataforma Trusted House Sitters, saiba mais sobre isso aqui.

    Nós na Cidade de Zurique

    Suíça é um país com custos bem acima da média da Europa, contudo nos surpreendeu com os preços até quando comparamos com os países nórdicos, por isso os roteiros pela Suíça acabam sendo compactos. Veja nossos gastos na Finlândia (em breve). Nesse post falamos sobre os preços na Suíça (em breve).

    Zurique – nossa cidade base no roteiro pela Suíça

    Em alguns dias aproveitamos a cidade em si, Zurique, que nos surpreendeu muito com excelentes museus como o da Lindt e da Fifa. Também fizemos passeios fora da rota turística como andar de bicicleta e dar um mergulho no rio do meio da cidade, sim, pode parecer inacreditável, mas no verão é possível.

    Eu me acabando de comer chocolate no museu da Lindt

    Para aproveitar os outros dias compramos o Swiss Travel Pass para 8 dias, passe que dá direito a andar pelos transportes do país e a algumas atrações. Não é um passe barato, porém ele nos trouxe economia e conforto para explorar esse país impressionante e lacrar no nosso roteiro na Suíça.

    De ante mão aviso que sempre fizemos bate e volta dos lugares a partir de Zurique, afinal tínhamos que voltar para cuidar dos gatinhos! Apesar de não ser a melhor opção era a que tínhamos e como a malha ferroviária é muito bem conectada e eficiente foi possível! No final achamos que aproveitamos bem nosso tempo por lá!

    Interlaken – cidade dos contos de fadas

    Nosso primeiro bate e volta foi pra Interlaken. Para um bom roteiro na Suíça o ideal é ficar pelo menos dois dias por lá, portanto fizemos bate e volta 2 vezes! Em Interlaken além de passear pelo centrinho, nós fizemos o passeio de barco pelo lago Brienz, incluso no Swiss Travel Pass. No meio do passeio fizemos uma parada em Iseltwald, e voltamos pra cidade. Subimos com o funicular até Harder Kulm, lá tem uma vista magnífica da cidade e podemos perceber ainda mais a cor estonteante do rio Aar.

    Nós e a vista estonteante para a cidade de Interlaken

    Depois fomos até o lago Blausee, que fica mais ou menos 40 min de Interlaken e é perfeitamente possível fazer de transporte público. A transparência desse lago é realmente impressionante e foi um dos mais bonitos que vimos na Suíça (quiçá no mundo!).

    Lago Blausee, um dos pontos altos do nosso roteiro pela Suíça

    No segundo dia que fomos até Interlaken conhecemos Grindelwald e subimos até Jungfraujoch, que apesar de chamarem de Top of Europe (topo da Europa) não é o pico mais alto do continente europeu (sim, por muito tempo acreditei nisso). O ponto mais alto fica na Rússia, com 5.642m, a montanha Elbrus. 

    Esse passeio não está incluído no passe, mas você tem 25% de desconto e é uma ferrovia lendária, já que foi toda escavada na rocha. Lá em cima você consegue ver neve mesmo no verão, é um glaciar, ou seja, o gelo nunca derrete.

    Montreux – Lavaux – quem disse que a Suíça não tem vinho!

    Fizemos bate e volta também para a região de Montreux e Lavaux. Em outra viagem já fiquei hospedada em Montreux, mas não há muito o que fazer pela cidade, recomendo portanto ficar hospedados em Lausanne e fazer um bate e volta para a região.

    O mais famoso em Montreux é sem dúvida o castelo de Chillon, que não fica no centro, mas você pode chegar até ele fazendo um lindo passeio de barco, ambos estão incluídos no passe.

    Lavaux é a região vinícola da Suíça, lá você pode experimentar excelentes vinhos e conhecer os vinhedos que são patrimônio da Unesco, pois ficam encravados nas montanhas que beiram o lago Genebra, é lindo de se ver.

    Lucerna – cidade do bondinho conversível

    Em outro dia fomos até a região de Lucerna, outra cidade que recomendo se hospedar. Em Lucerna fomos até a montanha Riga, subimos de bondinho mais o trem de cremalheira e descemos só com o trem de cremalheira, passeio perfeito que gostaríamos ter tido mais tempo para aproveitar.

    Exploramos a cidade que é maravilhosa e fizemos o passeio do Cabrio Bahn, o bondinho conversível. O bondinho é aberto na parte de cima para que você possa tirar o melhor da vista que a montanha oferece. Veja aqui o que fazer em Lucerna (em breve).

    Passeio no Bondinho Conversível Cabrio Bahn

    Bernina Express – ponto alto do nosso roteiro na Suíça

    Outro passeio que fizemos foi de trem com o Bernina Express, a ida de trem é um passeio por si só, as paisagens são estonteantes! Esse trem sai de Chur e vai até Tirano na Itália. Contudo, apesar do trem estar incluído no Swiss Travel Pass a reserva pros vagões panorâmicos não estão, portanto é necessário fazer a reserva com antecedência e pagar pelo assento.

    Nesse passeio fizemos uma parada rápida na cidade de St Moritz e Chur, St Moritz não tem muito o que explorar no verão, achamos que não valeu a pena parar, já Chur parecia uma cidade de boneca.

    Nem saímos da estação de Tirano, pois lá descobrimos um trem todo aberto,  ele só opera no verão e queríamos experimentar! Esse trem também aceita o passe suíço e não precisa de reserva de assento, sem dúvida foi uma experiência inesquecível. Saiba mais aqui.

    Leinchtenstein – adicionando um país no roteiro da Suíça

    Leinchtenstein é um dos micro países da Europa e fica coladinho com a Suíça. Apenas um dia é suficiente para explorar a capital e um bate e volta de Zurique foi super tranquilo, dá pra incluir facilmente no seu roteiro na Suíça. Ah, os ônibus de Leinchstein também estão incluídos no passe suíço, uma maravilha!

    Ponte que divide a Suíça e Liechtenstein

    Zermatt – destino de inverno no verão

    Essa cidade é incrível e saiu diretamente dos contos de fadas! À primeira vista é um destino super disputado no inverno, porém no verão também guarda sua beleza e se vocês também incluiria no roteiro pela Suíça. É a cidade do famoso Matterhorn, o pico do chocolate Toblerone. Foi o mais cansativos dos bate e voltas de Zurique e nenhuma cidade grande fica muito perto de lá. 

    Zermatt, a cidade do pico do chocolate Toblerone

    Lá subimos com o trem até Gornergrat, onde você tem uma vista especial para o Matterhorn e um complexo com algumas atividades para os turistas. Na volta fizemos parte do trajeto à pé, a região tem muitas trilha para serem exploradas no verão. Também procuramos as ovelhas (tem até um site para isso) e foi pura doçura!

    St Gallen – bate e volta rapidinho

    Essa eu passei! Só o Raphael fez bate e volta para a cidadezinha e amou. As atrações mais famosas na cidade são a igreja e a biblioteca. A biblioteca fica junto à igreja e tem manuscritos de mais de 600 anos e, além de não poder tirar foto, não pode nem entrar de sapato!

    Museu da FIFA – pra finalizar Zurique

    Na volta de St Gallen encontrei o Raphael no museu da FIFA, um museu com preço salgado, porém que também está incluso no passe, por isso aproveitamos e valeu muito! Ele é todo interativo e super divertido.

    Esse museu serviu de referência para criação do museu do futebol em São Paulo, onde é o estádio do Pacaembú, a propósito, se você não conhece está aí um lugar fantástico para explorar em São Paulo.

    Concluindo, acho que aproveitamos muito nosso passe e tivemos momentos ímpares na Suíça, mesmo sendo cansativo faria tudo de novo e se tivesse a oportunidade de pernoitar nas cidades, melhor ainda!

  • Grécia

    Comida Típica da Grécia

    Qual comida típica da Grécia você não pode deixar de experimentar!

    A Grécia tem uma cultura muito rica, principalmente quando se diz respeito a comida típica grega!

    Algumas dessas delícias podem ser experimentadas no Brasil e se tem um restaurante que já comemos e achamos parecido com o que comemos na Grécia é o Acropolis, que fica no Bom Retiro em São Paulo! Lá você pode encontrar comida típica da Grécia de verdade!

    Todavia já aviso que o lugar é simples, porém a comida é maravilhosa.

    Vinhos Gregos

    Apesar de não consumirmos tanto no Brasil os vinhos gregos são de excelente qualidade devido à combinação das circunstâncias que as uvas são cultivados, solo cheio de nutrientes (vulcânico), tempo seco, proximidade com o mar.

    Tomando vinho ao pôr do sol em Santorini

    Pita Gyrus (melhor comida típica da Grécia)

    Antes de mais nada preciso dizer que amamos esse prato! Se tem uma comida típica da Grécia que não pode faltar é o Pita Gyrus.

    Esse meio sanduíche é feito com pão pita (aquele que é redondo e mais achatado), batata frita, carne (do churrasco grego), pepino, molho, tomate. Enfim, uma perdição pro paladar e pro bolso, é bem baratinho.

    Pita Gyrus: comida de rua mais típica da Grécia

    Azeite de Oliva e Azeitona

    Pelas ilhas a produção de azeitona domina e eles usam tanto para consumir como petisco como para o azeite, que é de extrema qualidade! Aliás é uma ótima lembrancinha, quem não ia adorar ganhar um azeite grego!

    Queijo Feta

    À primeira vista pode parecer um queijo comum, mas é um queijo de cabra, bem branquinho e salgadinho. Pode ser na chapa ou frio regado à azeite e temperos. Contudo ele pode ser doce também, regado com mel e gergelim, um verdadeiro deleite!

    Salada Grega

    Vem com tomates suculentos, azeitonas, pepino, queijo feta, regada com um bom azeite e molho de iogurte, porém ela pode ter algumas variações dependendo da região, mas sempre uma delícia.

    Iogurte

    Essa é a comida típica da Grécia mais famosa entre nós brasileiros. Definitivamente a fama do iogurte grego não é pra menos, ele é bem denso e com um sabor inigualável! Dá pra comer ele puro, mas com mel e frutas fica mais gostoso ainda!

    Iogurte grego com mel, granola e frutas!

    Moussaka

    Essa “lasanha” de beringela atrai até mesmo quem não gosta do legume, bem temperada ela vem com carne moída e um creminho por cima! Às vezes tem a opção vegetariana quando substituem a carne pela ricota.

    Moussaka: prato grego com beringela e carne

    Pastício ou Pastitsio

    Assim como a Moussaka o Pastício parece uma lasanha, porém ao invés do macarrão de lasanha eles usam macarrão em tubinhos e molho bechamel.

    Pastício: parece uma moussaka, mas feito com macarrão.

    Salada de Polvo

    Nas ilhas os frutos do mar fazem a vez e o polvo vem bem macio e derretendo na boca na salada, com aquele azeite delicioso pra fechar tudo! A salada vem bem temperada e bem servida, portanto acaba sendo uma refeição nos dias mais quentes.

    Salada de Polvo

    Tomate Recheado (pior comida típica da Grécia)

    Em primeiro lugar os tomates in natura já são maravilhosos! Os tomates por lá são bem vermelhos e docinhos e um pratos que encontramos é ele recheado com arroz temperado, é gostoso mas podia ser melhor. 😬

    Dolmas

    Esse prato está presente na culinária de diversos países e é fácil de encontrar no Brasil, mas os gregos amam, portanto não podia faltar! São os famosos charutos de folha de uva!

    Dolmas ou os famosos charutos no Brasil

    E tem muito mais delícias! Você conhece mais algum restaurante grego para indicar? Comenta aqui pra gente saber!

    Uzo ou Ouzo (não é comida típica da Grécia, mas é bebida!)

    Bebida com alto teor alcóolico, feita com anis, bem parecida com o arak, portanto é como a versão árabe da bebida. Ela é transparente, mas quando adiciona água ela fica com aspecto leitoso.

    Ouzo: bebida típica grega feita com anis!

    Ainda não bateu a fome, mas quer continuar vendo comidas?

    Não deixe de conferir as comidas típicas de outros lugares do mundo dos posts dos nossos amigos! Por fim, já aviso que vai dar fome!

    Comida Mineira: Quais os melhores pratos!

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    Onde comer no bairro da Liberdade

    Comida Afetiva

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    Comidas típicas da Bahia

    Mas não vivemos só de Comida Típica da Grécia! Saiba Mais!

    Quer saber a melhor época para visitar as Ilhas Gregas? Não deixe de conferir nosso post! – Melhor Época para Visitar as Ilhas Gregas.

    Confira nossos Gastos em Santorini em 2020.

  • Paris

    O que fazer em Montmartre Paris – Sacre Couer e mais

    Geralmente quando visitamos uma nova cidade buscamos fazer um Free Walking Tour. Logo que chegamos em Paris procuramos um, mas como a cidade é muito grande há vários e eles são divididos por regiões. Então decidimos fazer um em Montmartre pra visitar a Sacre Couer e outras atrações desse bairro boêmio francês.

    Um Free Walking Tour consiste em encontrar um guia em algum local pré definido. Geralmente eles não pedem reserva, só aparecer e procurar pelo guia que costuma ter uma roupa mais colorida ou um guarda chuva mesmo se o dia estiver ensolarado!

    Como o próprio nome diz, o tour é feito inteiramente caminhando. O guia costuma ser local, então ele nasceu e viveu ali por muito tempo e conhece os detalhes da história e lendas da região. Ao final cada participante paga qualquer valor que desejar.

    Para não constranger ninguém o guia costuma passar o chapéu e uma pessoa não vê quanto a outra colocou, nem mesmo o guia. Se você está com pouco dinheiro pra viajar este é um ótimo passeio! Mas se você tiver um bom orçamento também vale a pena, afinal esses guias se esforçam pois recebem de acordo com a sua simpatia e conhecimento.

    Walking Tour em Montmartre

    Fizemos o Walking Tour com a Discover Walks que acontece todo sábado as 11 da manhã e dura cerca de 90 minutos em inglês saindo da estação de metro Blanche. (veja o nosso guia de Metro de Paris aqui) Já adianto que adoramos a guia (mas infelizmente não gravamos o nome dela). Se você estiver em Paris no sábado vale a pena fazer o Free Walking Tour em Montmartre com eles, mas se não puder, segue o roteiro que já é interessante!

    Moulin Rouge

    Em português Moinho Vermelho pois tem um grande moinho em seu teto, lembrando os velhos tempos do distrito de Montmartre. É um cabaré de 1889 (mesmo ano da Torre Eiffel), mas não no sentido pejorativo da palavra no Brasil. Cabaré é onde aconteciam os shows de dança parisienses, e o Moulin Rouge é o mais famoso deles, por isso foi o tema da música Lady Marmalade.

    O Moulin Rouge foi o responsável por criar o CanCan francês e foi o primeiro local a ter luz elétrica na região. Hoje em dia ele ainda apresenta shows para turistas, mas a entrada é salgada

    Moulin Rouge em Montmartre Paris

    Café des Deux Moulins

    Pra quem assistiu o filme Amelie Poulain vai lembrar que ela trabalhava aqui! A sobremesa mais famosa é o Creme Brulee (aproveita pra ler o post sobre comidas famosas da França) que custa em torno de 8 euros. Pra ser sincero a sobremesa aí não foi tão boa, além de cara, e o atendimento bem ruim! então só vale entrar se for muito fã do filme. Curiosidade que o café não tem nenhum moinho, mas ele fica entre dois, o do Moulin Rouge e o do Galette.

    Café des Deux Moulins em Montmartre Paris

    Apartamento de Van Gogh em Montmartre

    Apesar de ser holandês, Van Gogh morou 2 anos com seu irmão em um pequeno apartamento aqui em Montmartre com uma incrível vista de Paris. O apartamento era tão pequeno que ambos precisavam dividir uma cama. Vários quadros foram pintados retratando esta vista. Hoje em dia só é possível ver o apartamento por fora. O apartamento fica no número 54 da rua Lepic. Há uma pequena placa ao lado da porta.

    Apartamento de Van Gogh em Montmartre

    Le Grenier à Pain Abbesses

    Única padaria a ganhar o prêmio de melhor baguette de Paris duas vezes (em 2005 e 2010). Quem ganha o concurso vira o fornecedor oficial do presidente durante todo o ano. De acordo com a guia a baguette não é tão boa assim (já faz 11 anos que ela não ganha né), mas a padaria estava fechada na hora e não pudemos experimentar. Se você passar lá nos avise!

    Le Grenier à Pain Abbesses

    Le Bateau Lavoir

    Um prédio com 20 estúdios usados por artistas que vêm a cidade. Seu nome significa o barco de lavar roupas, porque ele é um prédio fino e longo, e quando bate vento muito forte ele balança e range, como os antigos barcos que ficavam no Rio Sena para as mulheres lavarem roupas antigamente. Picasso trabalhou aqui e pintou seu primeiro quadro cubista no local.

    Le Bateau Lavoir

    Moulin de La Galette

    Montmartre era conhecida por ter mais de 30 moinhos antigamente, que desempenhavam as mais diversas funções. Com o tempo estes moinhos foram sendo demolidos e hoje há somente dois deles. Esse da Galette é um original, no local onde era um Cabaré famoso e hoje é um restaurante. Vários artistas pintaram esse moinho, incluindo Van Gogh e Renoir.

    Moulin de La Galette

    Praça Suzanne Buisson

    Parque bem arrumado de Montmartre, mas famoso por causa de uma estátua de um padre carregando sua própria cabeça. Essa estátua conta a lenda de Saint Denis, um padre que foi enviado para a região no ano 250 para catequizar os locais. Quando o imperador romano ficou sabendo mandou crucificar Saint Denis. Mas no caminho para o local da cruz os soldados se cansaram de andar e cortaram sua cabeça ali mesmo. Mas Saint Denis não se abalou, pegou sua cabeça do chão e continuou andando! Por isso Montmartre tem esse nome hoje, que significa monte dos mártires.

    Praça Suzanne Buisson e a estátua de Saint Denis

    Praça Marcel Bleustein

    Atrás da igreja Sacre Couer de Montmartre. Essa praça é um ótimo lugar para fazer um piquenique e para tirar fotos da igreja sem a multidão que fica em frente a ela.

    Praça Marcel Bleustein

    Igreja Sacre Couer de Montmartre

    Em portugûes Sagrado Coração. A história diz que por volta de 1800 foi criado um grupo de resistencia no local contra o ditador Napoleão. Colocaram canhões e resistiram por meses em Montmartre até que Napoleão ganhou a guerra e matou mais de 10 mil pessoas.

    Para livrar os pecados do local (e também para mostrar quem mandava ali agora) construiu a igreja gigantesca que pudesse ser vista de toda a cidade! A igreja ainda usa pedras brancas que liberam calcário quando chove e a deixa brilhante!

    Igreja Sacre Couer de Montmartre

    Funicular de Montmartre

    Após fazer esse roteiro completo, e ver a linda vista da cidade de frente a igreja você tem duas opções, descer as escadas caminhando, ou pegar o funicular de Montmartre. Você pode usar o mesmo ticket de metro para andar nele. Foi construído em 1900 e hoje carrega 2 milhões de passageiros todo ano.

    Funicular de Montmartre
  • França

    O que comer na França – Tradicionais e estranhas

    Depois de um mês na França chegamos a uma lista completa de tudo que você deve comer quando estiver aqui passeando! Todos esses pratos são encontrados facilmente em restaurantes e até mesmo no supermercado!

    Antes que me perguntem, o pãozinho francês que comemos no Brasil não é bem francês. Na época da primeira guerra mundial, alguns brasileiros ricos viajavam para a França e na volta explicavam para seus cozinheiros como era um pão no exterior, e os cozinheiros criaram um do jeitinho brasileiro. Então nem adianta chegar em uma padaria famosa em Paris pedindo um pão com queijo e um pingado que não vão te entender.

    Veja também esse post sobre como preparar um piquenique bem francês com vista pra Torre Eiffel!

    O que comer na França: As refeições tradicionais francesas

    Magret de Canard (ou peito de pato)

    Macio e suculento, coberto com uma camada de gordura, ótimo com um bom vinho. Esse prato é tipo nosso filé mignon, feito em ocasiões especiais, mas disponível em qualquer restaurante, a qualquer hora do dia! As vezes servidos com molhos de frutas como laranja, frutas vermelhas ou manga.

    O que comer na França – Magret de Canard

    Ratatouille

    Criado no século 18 em Nice, no litoral sul francês, esse prato é um ensopado de diversos legumes, criado na época para comer tudo o que sobrava da colheita dos agricultores. Seus ingredientes principais são a berinjela e o tomate, mas pode agregar diversos legumes. Em 2007 o filme da Pixar sobre o ratinho cozinheiro fez o termo ser famoso, mas no fundo nada ter a ver com rato!

    O que comer na França – Ratatouille

    Coq au vin

    Diz a lenda que o prato surgiu no ano 50 a.C. quando o imperador romano Júlio Cesar cercou uma aldeia dos gauleses (tipo Asterix) e o chefe do lugar mandou um galo de briga como oferta de paz. Júlio Cesar cozinhou o galo no vinho e convidou o chefe para um jantar. Originalmente o prato é feito com carne de galo, mas pode ser trocado por frango.

    O que comer na França – Coq au vin

    Crepe

    O crepe já é famoso no mundo inteiro, mas o original é bem específico, criado na Bretanha, a parte norte da França (comemos lá onde visitamos Rennes e o Monte St Michel, lembra?). É feito com o trigo preto que foi trazido da Ásia na época das Cruzadas e se adaptou bem ao clima da região. Não é usada uma panela ou frigideira, e sim uma chapa quente com uma colher em formato de T. Geralmente tem entre 33 e 55 cm e pode ser feito doce ou salgado.

    O que comer na França – Crepe

    Quiche Lorraine

    Nem o Quiche nem o Lorraine são palavras francesas, na verdade são termos em alemão pra Torta de Lorena, uma região na fronteira da França com Alemanha que já foi muito disputada entre os países. A torta é a base de ovos e creme de leite e se adiciona um recheio de carne e queijo ou somente queijo.

    O que comer na França – Quiche Lorraine

    Croque Monsieur

    Resumindo: Misto quente! A diferença de comer no Brasil e na França(e que faz total diferença) é que de umas décadas pra cá os franceses começaram a colocar um molho bechamel por cima, esse molho branco! e combina completamente!

    O que comer na França – Croque Monsieur

    O que comer na França: As refeições tradicionais pra eles, mas diferentes pra gente

    Steak Tartare

    O tartar em geral pode ser feito para com carne de boi (mais famoso na França, por isso o nome Steak) ou peixe, geralmente salmão para comer assim mesmo. É servido cru com um ovo também cru em cima, e vários temperos que atuam pra eliminar qualquer tipo de bactéria que poderia existir ali. Geralmente é comido com torradas.

    O que comer na França – Steak Tartare

    Raclette

    O meu preferido dessa lista para comer na França! É como um fondue, só que melhor. Pode ser encontrado em restaurantes um prato pronto, ou um esquema tipo fondue mesmo. Nós fomos em um restaurante em Paris chamado Le Chalet Savoyard que você escolhe um tipo de queijo e ele traz até a mesa meia roda desses bem grandes, de uns 3kg, junto com uma resistência elétrica pra aquecer. O queijo fica aquecendo até derreter e você coloca um prato embaixo que pode ter carne, batata ou legumes! É incrível!

    O que comer na França – Raclette

    Moules Frites

    Esse prato é um combinado de mexilhões e fritas. A porção normal é de 1kg por pessoa, mas não se assuste, esse peso é na maioria das conchas dos mexilhões que vão ficar pra trás. O prato é servido desde 1875 no norte da França e Bélgica (lá que eu comi!). Costuma ser barato, encontrado por 15 euros mesmo em locais mais requintados da França, mas a melhor forma de comer é sentado no bar com os amigos, como aperitivo mesmo!

    O que comer na França – Moules Frites

    Pernas de Rã

    Como o próprio nome diz, são as pernas da esposa do sapo! No fundo tem gosto de peixe, então não tem muita graça não, além de tirar fotos pra mostrar pros amigos. A grande desvantagem aqui é que vem pouquíssima carne! É o mesmo problema que vejo naqueles caranguejos que a galera gosta de comer no Nordeste Brasileiro que vem com o martelinho pra quebrar a casca. Muito trabalho pra pouca recompensa.

    O que comer na França – Pernas de Rã

    Escargots

    Escargots nada mais são do que caramujos! São criados especialmente para alimentação em vários países, então são limpinhos. Feitos com um molho de ervas ficam uma delícia! É possível encontrar até enlatado! Na minha opinião a única desvantagem é que ele é servido ainda na concha, então precisa ir tirando um por um.

    O que comer na França – Escargots

    Foie Gras

    Essa é controversa! A tradução é fígado gordo, já que eles engordam o pato ou o ganso com comidas pouco saudáveis até ele ficar doente e vendem essa iguaria. Em SP foi proibido a venda e produção em 2015, e na época o chef Jacquin do Masterchef até foi contra a proibição, que logo depois caiu por ser considerada inconstitucional. O Chef voltou aos jornais agradecer ao prefeito por ter feito propaganda do prato, e agora vários novos clientes apareceram.

    O que comer na França – Foie Gras

    O que comer na França: As sobremesas

    Macaron

    É um pequeno biscoito entre 3 e 5cm (geralmente dá pra dar duas mordidas se for com calma). Casca macia e crocante e recheio cremoso. É encontrado na França em todos os lugares possíveis. Já comemos o da Rodoviária, o da loja chique da Champs Elysee, o do McDonalds e até o que era sobremesa do restaurante de sushi. Nos lugares mais conceituados eles custam 2 euros cada um!

    O que comer na França – Macaron

    Creme Brulee

    Se você está se preparando para viajar para a França e pesquisando tudo deve ter ouvido falar do filme Amelie Poulin. Um clássico do cinema, no filme a Amelie trabalha em um restaurante chamado Café de Deux Moulins, que é um restaurante real que todo mundo visita em Montmartre, e a sobremesa que ela come é o Creme Brulee. Essa casca é açúcar caramelizado e você deve bater nela com a colher para quebrar e o recheio é de creme! Um aviso: O creme Brulee que servem no café do filme é bem fraquinho, bem caro, e o atendimento bem ruim!

    O que comer na França – Creme Brulee

    Éclair

    Na minha terra a gente chama isso de bomba de chocolate! Feito com massa choux e recheio que pode ser de chocolate, chocolate branco ou caramelo, a diferença de comer o brasileiro e o da França está na leveza da massa e do recheio! Apesar de eu gostar muito do nosso que parece recheado com nutella ou brigadeiro, o francês é feito com um creme bem leve, tipo um flan. Experimente para poder comparar e volta me dizer qual você prefere!

    O que comer na França – Eclair

    Profiterole

    Outro bem conhecido no Brasil (que eu chamo de Carolina). A diferença de novo fica por conta da massa e do recheio que são mais leves! Em alguns lugares você encontra esses recheados com sorvete, aí é sucesso!

    O que comer na França – Profiterole

  • Paris

    Paris Pass Museum – Vale a pena? e onde comprar?

    City Pass (ou Museum Pass) é um combinado de entradas de museus, atrações e em algumas cidades até transporte público. Ele existe em praticamente todas as cidades turísticas do mundo, mas geralmente não vale a pena. Em Paris fomos ver e há 3 passes: o Paris Pass, o Paris Museum Pass e o Paris Lib e vamos falar aqui sobre eles, se vale a pena e onde comprar.

    Museu do Louvre – Disponível no Museum Pass

    Sempre deixo anotado para pesquisar sobre o passe quando viajo para uma cidade nova. O problema com ele é que costuma dizer que tem 30, 50 ou até mesmo 100 atrações inclusas, mas quando você olha, se interessa só por 2 ou 3 delas, e as outras não pagaria para entrar se fosse separado.

    Outro ponto é que não podemos confiar somente nos valores que eles dizem custar cada atração, pois várias tem descontos, ou mesmo dias e horários grátis. Muitos deles inflam os valores mostrados no site para parecer que é uma oportunidade imperdível.

    Esses passes podem ser comprados para um número determinado de dias, e nesses dias você pode fazer o máximo de atrações possíveis. Vale a pena lembrar que se a atração é longe, como o Castelo de Versalhes, de Chantilly, Fontainebleu, a Disney, e outras atrações assim você acaba passando muito tempo no transporte que poderia estar visitando outras atrações.

    Outra coisa pra se levar em consideração é o que já falamos nesse post sobre os museus que são gratuitos no primeiro domingo do mês! Se você puder aproveitar esse dia provavelmente não compense um passe, já que os museus mais caros serão gratuitos.

    Os diferentes passes de Paris

    Nenhum dos passes inclui entradas para a Torre Eiffel. Vamos falar sobre ela em um outro post, mas precisa ser comprada separada.

    Paris Pass

    Paris Pass

    O Paris Pass pode ser comprado para 2, 3, 4 ou 6 dias consecutivos.

    O Paris Pass é um conjunto do Paris Museum Pass mais o ônibus de Hop on e Hop off, passes de trem, metro e ônibus e um cruzeiro no Sena, por isso é o mais caro.

    Os preços são:

    • 2 dias – 109 euros
    • 3 dias – 129 euros
    • 4 dias – 149 euros
    • 6 dias – 169 euros

    Um aviso que tem bem escondido no site. Ele inclui o Paris Museum Pass, mas se você comprar um passe de 3 dias vai receber um Museum Pass de apenas 2 dias, portanto se você for comprar esse passe sugiro comprar o de 4 dias ao invés de 3.

    Paris Museum Pass

    Paris Museum Pass

    O Paris Museum Pass pode ser comprado para 2, 4 ou 6 dias consecutivos.

    É o único que não inclui ônibus, cruzeiro e transporte público, por isso o mais barato.

    Você pode comprar o Paris Museum Pass pelo site e depois levar a confirmação de compra até um dos dois escritórios para trocar pelo cartão, ou comprar diretamente o cartão em um dos pontos de venda, que pode ser nos aeroportos de Paris, algumas estações de metrô ou no próprio museu que vai visitar (aqui tem a lista completa de pontos de venda). Nós compramos o nosso na primeira parada que foi a Saint Chapelle.

    Os preços são:

    • 2 dias – 52 euros
    • 4 dias – 66 euros
    • 6 dias – 78 euros

    Paris PassLib

    Paris PassLib

    O Paris PassLib é diferente dos passes acima. Você não compra ele por dia, e sim um combo de atrações. Pode ser comprado para 3, 5 ou 6 atrações.

    Os preços são:

    • 3 atrações – 35 euros
    • 5 atrações – 69 euros
    • 6 atrações – 119 euros

    Vale a pena comprar o passe? E qual deles, o Paris Pass, o Museum Pass ou o PassLib?

    PassLib vale a pena?

    Primeiro falando sobre o PassLib. Aqui tem algumas pegadinhas, por exemplo o Louvre não pode ser escolhido no passe mais barato, somente no de 69 ou 119 euros.

    Nesse passe você também pode escolher a parte mais baixa da Torre Eiffel, mas se você pagasse ela seria mais barato. Então apesar de ter a opção de escolher ela com uma das atrações, não vale a pena.

    Fiz várias combinações, por exemplo se você escolher os dois museus mais caros Louvre (15 euros) e Orsay (16 euros), ainda teria mais 38 euros em 3 atrações mais baratas. Nesse caso o Pass Lib não vale a pena. Melhor comprar as entradas dos museus de Paris separadas mesmo!

    Museu d´Orsay – Disponível em todos os passes

    E entre o Museum Pass e o Paris Pass?

    Fazendo uma comparação entre esses dois, no modelo de 2 dias comprar o Paris Pass custa 57 euros a mais do que o Museum Pass. Esse valor deveria o extra do HopOn HopOff, do transporte público e do passeio de barco no rio Sena. Esse passeio de barco é encontrado por 14 euros, e o HopOn HopOff custa 35 euros. O passe de metro de dia inteiro custa 5,80 euros por dia, então se você deseja usar tudo isso valeria o valor extra (na verdade economizaria 3 euros).

    Então porque eu comprei o Paris Museum Pass ao invés do Paris Pass?

    Como eu falei nesse post aqui sobre os passes de metro de Paris, se você deseja visitar atrações mais distantes como a Disney, palácio de Versalhes e os aeroportos, compensa muito comprar um passe semanal de metro por 23 euros. Como a gente já havia comprado esse passe, não valia a pena comprar o Paris Pass que incluía o metro.

    Além disso consideramos que seria melhor fazer o passeio de barco do Rio Sena um outro dia com mais calma (quando você compra o passe dos museus acaba andando muito durante as visitas, então estará sempre bem cansado!).

    Saint Chapelle – Disponível no Paris Museum Pass

    Uma análise sobre o Paris Museum Pass

    Nós compramos o passe somente de 2 dias pois não ficaríamos muito tempo na cidade. Se eu fosse ficar mais tempo compraria passes mais longos e vou te explicar o porquê com os valores.

    Havia algumas atrações que eram obrigatórias a visita. Sua lista pode ser diferente da minha, mas no geral elas são bem parecidas pra todo turista que vem conhecer Paris pela primeira vez. Esses são os valores das entradas dos museus disponíveis no Paris Museum Pass pra comprar na porta de cada um deles hoje, em Agosto de 2021.

    • Museu do Louvre – 15 euros
    • Saint Chapelle – 11,50 euros
    • Arco do Triunfo – 13 euros
    • Museu do Exército (onde está o Napoleão) – 14 euros
    • Museu d´Orsay – 16 euros
    • Museu L´Orangerie – 12,50 euros

    Fiz todas essas atrações em dois dias. Se fosse pagar separado sairia 82 euros e o passe me custou apenas 52 euros! Uma baita economia!

    Se eu fosse ficar mais tempo em Paris, compraria o Museum Pass dos 6 dias e visitaria mais essas atrações:

    • Panteão – 11,50 euros
    • Museu Rodin – 13 euros
    • Museu Picasso – 14 euros
    • Castelo de Versalhes – 27 euros
    • Villa Savoye – 8 euros
    • Castelo de Fontainebleu – 13 euros
    • Castelo de Chantilly – 17 euros
    • Museu do Ar e Espaço – 14 euros

    Essas atrações extras custariam mais 117,50 euros e a diferença entre os passes seria de apenas 26 euros. Se você deseja visitar só o Castelo de Versalhes já vale a pena comprar o Paris Museum Pass de mais dias.

  • Paris

    7 museus e monumentos gratuitos no 1° domingo do mês em Paris

    Quando você se perguntar a melhor época de visitar Paris, tente agendar sua visita para ter o 1° domingo do mês livre na cidade, e com o passe de metro pra andar livremente! No 1° domingo de cada mês todos os museus nacionais são gratuitos para todos em Paris! Isso significa uma fila grande (portanto se você vai comprar o Paris Pass lembre-se de não usar nestes museus neste dia), mas também uma economia gigante!

    Segue uma lista de 7 museus e monumentos gratuitos pra se visitar no 1° domingo do mês em Paris! Aproveitem e usem os euros economizados para aquele piquenique com champanhe na Torre Eiffel na segunda feira! Vale a pena conferir no site oficial antes da sua visita pois as regras podem mudar a qualquer momento. Antigamente até o Louvre era de graça no primeiro domingo do mês, depois foi no sábado a noite, agora é sempre pago.

    Não deixe de ver também a lista de museus que são sempre gratuitos em Paris!

    Museu d´Orsay

    A grande sensação desse museu é seu relógio gigante que permite belas fotos com a roda gigante no fundo (como essa nossa abaixo)! Seu prédio era uma antiga e importante estação ferroviária de Paris construída em 1898. O museu possui obras de arte de Cézanne, Van Gogh, Monet, Manet, Matisse, Rodin e Degas (uma lista de respeito). Não deixe de ver o auto retrato de Van Gogh (esse você deve lembrar das aulas do colégio), a escultura de bailarina de Degas (feita em cera mas com cabelo humano real) e a maquete da Ópera de Paris (é impressionante o tanto de andares de backstage). Seu preço normal é 16 euros e a entrada é das 10hs as 16hs no domingo. É necessário reservar pelo site.

    Relógio do Museu D´Orsay em Paris

    Museu L´Orangerie

    O museu de um quadro só! Da primeira vez que a Soraya me disse isso só dei risada e achei que não valeria a pena nem a caminhada até ele, mas me impressionei. O museu abriga o quadro The Water Lillies de Monet. O quadro é formado por 8 painéis com 91 metros de extensão no total, praticamente um quarteirão inteiro. Ocupa duas salas ovais do museu. Outra curiosidade é que Monet pintou o quadro especialmente para ser abrigado ali, e ainda ajudou na arquitetura, exigindo que houvesse um teto transparente para que a luz do sol pudesse entrar e refletir no quadro. O museu fica no Jardim de Tuileries, atrás do Louvre, com entrada aos domingos das 9h30 as 17hs. Necessário reservar pelo site!

    Torre da Catedral de Notre Dame

    Infelizmente ainda está fechada por causa do incêndio que a destruiu em Abril de 2019, mas assim que reabrir deve retomar suas visitas gratuitas todo 1° domingo do mês. A igreja mais importante e conhecida de Paris. Até hoje não achei uma explicação do motivo pelo qual suas torres são achatadas, e não com pontas como igrejas tradicionais (vou deixar anotado pra perguntar quando as visitas voltarem). A catedral foi construída em 1163, isso foi mais ou menos na mesma época da Pirâmide de Chichen Itza e da cidade asteca de Tenotchitlan no México. São 400 degraus para chegar no topo de seus 40 metros de altura e ter uma vista incrível.

    Saint Chapelle

    Construída em 1248 para ser a capela do palácio real (que hoje não existe mais), ela foi desenhada para abrigar a coroa de espinhos de Cristo. Conta-se a história que a coroa foi comprada do imperador de Constantinopla por um valor maior do que três vezes o gasto para a construção do prédio. Para curiosidade, a coroa de espinhos foi movida depois para a Catedral de Notre Dame onde ficou em exposição em um relicário até 2019 quando aconteceu o incêndio. Hoje a igreja é considerada uma das mais bonitas de Paris com seus vitrais roxos! É gratuita somente durante a baixa temporada, de Novembro a Março, das 9h as 17hs.

    Saint Chapelle em Paris

    Conciergerie

    Colado com a Saint Chapelle, o Conciergerie é o vestígio mais antigo da França antiga, da época em que a França era somente a ilha principal de Paris. É possível visitar a sala dos guardas, a sala principal e a torre do relógio. Durante a revolução francesa a Conciergerie foi utilizada como prisão para as 2278 que seriam julgadas e morreriam na guilhotina, incluindo Maria Antonieta. É gratuita somente durante a baixa temporada, de Novembro a Março, das 9h30 as 18hs.

    Panteão

    Com seus 110 metros de comprimento e 84 metros de altura, o Panteão foi construído em 1758 para ser uma igreja, mas hoje é o local de homenagem de pessoas não militares como:

    • Alexandre Dumas (escritor de Os Três Mosqueteiros e Conde de Monte Cristo)
    • Louis Braille (criador do Braille para deficientes visuais)
    • Marie e Pierre Curie (ganhadores do Prêmio Nobel)
    • Rene Descartes (Criador da filosofia e matemática modernas)
    • Voltaire (filósofo do Iluminismo)

    Gratuito de Novembro a Março, das 10hs as 18hs.

    Arco do Triunfo

    Criado em 1806 por Napoleão Bonaparte com o objetivo de comemorar suas vitórias militares, tem inscrito em suas paredes os nomes de 128 batalhas e 556 generais. Todos os desfiles militares começavam passando em sua abertura, que de tão larga, em 1978 um piloto conseguiu voar com seu biplano pelo centro.

    A sugestão aqui é chegar pouco antes do pôr do sol! Assim você consegue ver a cidade de dia, e também a noite, incluindo o momento em que se acendem as luzes da Torre Eiffel. O monumento fica no início da Champs Elysee. Gratuito no 1° domingo do mês em Paris, de Novembro a Março, com entrada das 10hs as 21h45.

    E se eu não estiver em Paris para os gratuitos do 1° domingo do mês?

    Além dessa lista dos gratuitos no 1° domingo do mês , há outros museus e monumentos que são sempre sem custo para visitar em Paris. Veja o nosso outro post sobre o assunto. Caso você não esteja na cidade nestas datas, compensa comprar o Paris Pass e visitar o máximo possível por um custo mais baixo.

  • Paris

    Museus de graça em Paris – Lista escolhida a dedo

    Seguindo a linha do que fazer em Paris, vou listar para vocês alguns museus e monumentos que valem a visita e são de graça o ano inteiro, para todos. Lembrando que os museus nacionais são de graça no primeiro domingo do mês, e muitos museus são de graça para menores de 26 anos, caso você se enquadre nesses requisitos veja os outros posts da série.

    Não esqueça que a melhor forma de visitar todos esses museus sem se cansar de andar pela cidade é comprando um passe semanal de metro de Paris.

    Petit Palais – Museu de Belas Artes de Paris

    Construído em 1900, agrega obras de arte do simbolismo, impressionismo e das vanguardas, com artistas como Cézanne, Bonnard, Renoir e Rodin. Mas se obras de arte não são a sua preferência (assim como não são as minhas), vale a pena esticar até lá apenas para contemplar a arquitetura interna e externa daquele que parece mesmo um palácio real. Provavelmente você já estará na região mesmo, que fica no começo da Champs Elysee e atrás do Louvre.

    Vista Externa do Petit Palais

    Museu da Libertação de Paris

    O museu celebra a data de 25 de agosto de 1944, quando os americanos entraram na cidade e conseguiram a rendição dos nazistas. Em 2019, no aniversário de 75 anos o museu foi realocado para sua nova casa, o abrigo subterrâneo de defesa da resistência francesa. O museu funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, sem reserva prévia.

    Museu Carnavalet

    Dedicado a história de Paris. Inclui um trono dado como presente pela cidade ao imperador Napoleão, um auto retrato de Maria Antonieta e uma seção sobre a Revolução Francesa. Um dos museus com vários itens da história napoleônica em Paris. O museu está aberto de terça a domingo, das 10h às 18h. Apesar do museu ser de graça, devido a restrições de saúde, é necessário fazer reserva pelo site.

    Museu de Arte Moderna de Paris

    Como disse ali em cima, não sou muito ligado a artes, mas quando pesquisei as obras principais deste museu me impressionei com La Fée Electricité de Raoul Dufy que tem 600m2 e foi pintada em 1937 para um exposição sobre eletricidade! Outra gigante, literalmente, é La Danse de Paris de Henri Matisse com 3 metros de altura por 12 metros de largura pintada em 1933. Já que você veio até aqui, não deixe de ver as obras de Picasso, Matisse e Chagal. De terça a domingo, das 10hs as 18hs. Reserva Obrigatória.

    Memorial de la Shoah

    Museu do Holocausto de Paris, construído no distrito de Marais, que era casa de muitos judeus no começo da segunda guerra mundial. Há um mural com o nome de 76 mil judeus franceses que foram deportados e mortos pelos nazistas, uma cripta com cinzas de diferentes campos de concentração, e a porta do antigo gueto de Varsóvia, na Polônia. Aberto de domingo a sexta das 10hs as 18hs. Além do museu ser de graça, ainda há visitas guiadas também gratuitas mediante reserva pelo site.

    Cripta do Memorial de La Shoah

    Museu Marie Curie

    Física e Química franco polonesa, estudou os materiais radioativos e como utilizá-los de forma prática até descobrir o Polônio e ganhar o Premio Nobel por isso. Foi a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel e primeira professora da Universidade de Paris. Ainda ganhou um Prêmio Nobel de Química. O museu fica em seu antigo laboratório onde trabalhou seus últimos 20 anos. Curie morreu provavelmente por causa dos anos de exposição a radiação que foi exposta. Não esqueça de ver o filme “Radioactive” no Netflix antes de ir. Aberto de quarta a sábado, das 13hs as 17hs.

    Bônus: Cemitério Pere LaChaise

    Um verdadeiro museu a céu aberto. Alguns sites listam os 101 túmulos mais interessantes para se visitar. Casa eterna de celebridades, heróis de guerra, artistas, são 70 mil pessoas enterradas no local. Há tours de 2 horas dentro do cemitério. Estão enterrados ali Jim Morrison ( do The Doors), Oscar Wild, Chopin e Alan Kardec. Inclusive uma das lápides foi criada pelo Paul Landowsky, mesmo escultor do Cristo Redentor.

    Uma das lápides do cemitério

    Conclusão dos museus gratuitos em Paris

    A lista de museus que podem ser visitados de graça em Paris é grande, mas alguns não me chamaram muito a atenção, então é uma lista do que considero que valem a visita. Se você tiver mais tempo livre vale a pena pesquisar a lista completa, principalmente caso você seja um amante de obras de arte. Não deixe de ver a lista de atrações gratuitas em Paris (além dos museus!) e a lista dos museus que ficam de graça todo primeiro domingo do mês.