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    Vou me embora pra Pasargada – O que visitar no Irã

    Nove entre dez crianças brasileiras já tiveram que decorar o poema: “Vou me embora pra Pasargada”. Na época ninguém se interessa em saber se Pasargada é um lugar de verdade ou se é da imaginação do Manuel Bandeira o harém e o rei seu grande amigo. Mas nós fomos tirar isso a limpo, e vamos mostrar pra vocês não só a cidade, mas todas as atrações do antigo Império Persa, e o que visitar no Irã.

    Apesar de parece pequeno para nós brasileiros, o Irã está entre os 20 maiores países do mundo, então uma viagem de norte a sul levaria dias! Pra vocês terem uma ideia, pegamos o trem de Mashhad no norte para a capital Teerã no centro do país e levou mais de 12 horas! Vou citar então as cidade que visitamos, e da próxima vez que for pro Irã eu atualizo com mais cidades.

    Mashhad – A capital religiosa

    Essa cidade que fica próxima a fronteira com o Afeganistão e Turcomenistão não estava em nosso roteiro inicial por ficar bem afastada das outras cidades. Mas o destino chegou e mudou nossos planos. Iríamos primeiro para o Teerã, que tinha voos mais baratos, mas nosso visto online não ficou pronto a tempo. Até tentamos ir para o aeroporto e embarcar sem visto mesmo, mas foi negado. A própria funcionária da companhia aérea que sugeriu algumas cidades que não precisariam de visto antecipado, e uma delas era Mashhad. Compramos nosso novo voo para três dias depois e embarcamos.

    Mashhad é a segunda maior cidade do Irã, e a capital religiosa, por causa de seu grande santuário dedicado ao Imam Reza. Da mesma forma como os muçulmanos devem ir a Meca, e os hindus a Varanasi pelo menos uma vez na vida, os persas devem vir para este santuário.

    Havia milhares de peregrinos quando chegamos, e eles passam o dia no complexo do santuário, fazem piquenique, leem livros, as crianças brincam. É como se fosse a praça central de uma cidadezinha do anterior de antigamente.

    Mas o que nos surpreendeu mesmo foi o interior, todo feito de mosaicos de vidro. Algo realmente incrível que nunca havíamos visto antes (outras mesquitas do Irã também são assim, mas essa nos impactou mais, talvez por ter sido a primeira que visitamos).

    Mesquita Imam Reza em Mashhad

    O Irã também tem poetas (até mais famosos que Manuel Bandeira)

    Basicamente essa é a única grande atração. Mas se você já está na cidade vale a pena visitar o túmulo do Ferdowsi. Primeiro achamos que seria algo tipo um cemitério, bem fúnebre com as pessoas tristes. Na verdade Ferdowsi foi um grande poeta iraniano e as pessoas tiram fotos em seu túmulo e aproveitam o local como se fosse um parque normal. Vai ver era por isso que Manuel Bandeira dizia “Vou me embora pra Pasargada”. Aqui as pessoas realmente amam os poetas.

    Seguindo viagem, decidimos pegar o trem para Teerã. O voo não seria caro e levaria muito menos tempo, mas ouvimos dizer que o Irã tinha o trem de primeira classe cinco estrelas mais barato do mundo! Pagamos 150 reais na passagem cada um incluindo refeição e translado pro hotel quando chegássemos no destino. A cabine do trem é preparada para quatro pessoas, com quatro camas e quatro poltronas, mas por causa do Covid reduziram a ocupação. Logo montamos nossas camas e dormimos confortavelmente pelas próximas 12 horas. Te falar que tem muito mais espaço que a cabine executiva de um avião, mas infelizmente eles não tem cobertores muito confortáveis.

    Trem primeira classe 5 estrelas mais barato do mundo

    Teerã – Onde estão os museus para visitar no Irã

    Para visitar Teerã você precisa de cinco minutos pra aprender o básico da história recente. Em 1925 um oficial do exército persa tomou o poder dos britânicos e se tornou rei. Ele mudou o nome do país para Irã e desenvolveu a infra estrutura para que não fosse tão dependente das potências da época. Mas na Segunda Guerra Mundial o Irão foi invadido pela União Soviética e Inglaterra e fizeram o rei abdicar em nome de seu filho, que era mais alinhado com os objetivos daqueles países. Esse rei se tornou um ditador com o passar dos anos e se voltou totalmente a favor dos Estados Unidos, ocidentalizando o país. Os opositores eram religiosos xiitas e não gostaram disso, então em 1979 o Aiatolá Khomeini tomou o poder com a Revolução Islâmica.

    Antiga embaixada dos Estados Unidos

    Continuando a história, o antigo rei fugiu do país para não ser assassinado. Ele passou por alguns lugares antes de se exilar nos Estados Unidos (amigo é pra isso né, emprestar o sofá quando você é expulso de casa).

    Os iranianos exigiam que ele fosse enviado de volta e no final de 1979 invadiram a embaixada dos Estados Unidos no Teerã e fizeram 64 americanos reféns. No final ninguém cedeu, o antigo rei morreu no exílio e os reféns foram libertados quase 2 anos depois. Os embargos americanos que devastam o país começaram com essa invasão.

    A embaixada americana palco desse evento virou um museu de espionagem, e as paredes são todas pintadas com imagens relacionadas ao Trump, e outros ícones dos Estados Unidos.

    Antiga embaixada dos EUA e suas pinturas anti-americanas

    Museu da Prisão Ebrat

    Outro lugar que nos impactou muito foi o museu da prisão de Teerã. Lá os presos políticos dos ultimos anos de regime do rei eram mantidos e torturados. Já visitamos muitas prisões, mas essa mostra com bonecos de cera as torturas!

    Passamos por uma porta e depois de cara com uma pessoa crucificada na grade com o rosto todo cheio de sangue! Essa foi só a primeira, fora todas as fotos dos corpos de presos assassinados. Não é um lugar recomendável para crianças, mas é bem interessante para adultos.

    Vimos em um blog antes de ir o seguinte questionamento: O reinado acabou em 1979, mas a prisão só foi fechada mais de 30 aos depois, e também por denúncias de torturas. Porque não exibem essas informações no museu?

    Museu da Prisão do Teerã (Dá pra ver as estátuas de cera ali?)

    A estação de Ski mais barata do mundo

    Mas nem tudo é sobre a guerra no Teerã! A cidade tem a estação de ski mais barata do mundo, e também a mais acessível!

    A estação de ski fica a apenas 15km do centro da cidade. Pegando um Snapp (o Uber iraniano) você não irá gastar mais do que 10 reais. O dia de ski, incluindo os equipamentos, custa menos de 200 reais por pessoa. Quem disse que esquiar era um esporte de rico deve ter visto nosso roteiro pela Suíça, mas nunca veio para o Irã.

    Hormuz – A cidade do mar vermelho e montanhas coloridas

    Outro destino daquele totalmente fora do roteiro foi Hormuz. Uma ilha no sul do país com montanhas coloridas e cavernas de sal. Mas o que nos animou a visitar o local foram essas fotos do mar vermelho! O que acontece ali é que as montanhas tem muito ferro, que com o tempo vão se oxidando formando a ferrugem. Quando a maré sobe e chove a água bate nas pedras e leva para o mar essa ferrugem, deixando tudo vermelho!

    O mar vermelho do Irã

    Mesmo no inverno a praia estava cheia, com algumas pessoas tomando banho de mar em suas águas frias. Só sugiro não entrar na água de cabeça de tiver cabelos loiros. Encontramos esse Golden Retriever que não seguiu a recomendação e agora tem essa cor meio punk! No final parece que ele ficou feliz mesmo assim.

    Golden Retriever que curtiu uma praia

    Shiraz – A mesquita rosa paraíso dos Instagrammers

    Se você considerou viajar para o Irã porque viu fotos por aí, provavelmente é de Shiraz que você está interessado. Nessa cidade fica a Mesquita Rosa, ou Mesquita Colorida. Ela foi construída em 1888 e é chamada de mesquita rosa por causa desta cor, mas o que impressiona mesmo são esses vitrais que deixam as luzes solares entrarem.

    Uma dica: O sol aparece entre as 7hs e 11hs. Quanto mais cedo mais sol e menos gente. Roupas brancas refletem melhor a luz, mas se você não tiver nenhuma os voluntários da mesquita podem te emprestar um chador desse claro. A menina era tão gente boa que quis ajudar a montar a Soraya e quis tirar fotos dela!

    As fotos ficaram ótimas e ela era só uma voluntária ali. E eu digo só voluntária porque tem uma fotógrafa oficial no lugar e ela também pediu pra tirar umas fotos nossas pro portfolio, mas as fotos ficaram tão feias. Deu até dó.

    Iraniana produzindo a Soraya

    Persépolis e Pasargada – as ruínas do antigo império persa

    Se você assistiu o filme 300, em que Gerard Butler é o mocinho, líder do exército grego que tem somente 300 soldados que luta bravamente até a morte (opa, spoiler!), também vai se lembrar do vilão de três metros de altura sem nenhum pelo no corpo. Rodrigo Santoro interpretou Xerxes, o rei persa conquistador de terras.

    Xerxes nasceu e cresceu em Persépolis, que foi construída pelo seu pai, Darius. Hoje sobraram ruínas dessas cidade cheia de esculturas e cenas de guerras desenhadas em suas paredes. Uma das cenas mais comuns é o leão comendo o touro, que na época significava a primavera (leão) superando o inverno (touro). As estátuas mais famosas são essas da porta, de cabeças humanas em corpos de animais, ou a inteligência somada a força.

    A dica aqui é imperdível. Logo antes dessa estátua tem algumas pessoas oferecendo uma amostra grátis de um óculos de realidade virtual, tipo esses de vídeo game. Quando você coloca o óculos consegue ver as construções restauradas, estátuas inteiras e pintadas, como se estivesse lá na época de Xerxes! Eu nunca havia visto isso em nenhuma atração no mundo! Quero muito que façam igual no Coliseu, Machu Picchu, e todas as outras ruínas pelo mundo!

    Sabe o “vou me embora pra Pasargada”? Não é aqui, essa é Persepolis

    E o vou me embora pra Pasargada?

    Pasargada foi construída pra ser a capital do império persa antes de Persépolis . O construtor foi Ciro, pai de Darius. Mas infelizmente seu túmulo foi a única estrutura que restou da cidade. Eu sei que você está lendo esse post somente por causa de Pasargada, mas sinto te informar que é a atração que tem menos graça no Irã. Fica no caminho entre Persépolis e Esfahan, então vale a pena dar uma parada, mas você não vai gastar mais do que 15 minutos. É só isso e Vou me embora de Pasargada.

    Vou me embora pra Pasargada é só esse prédio mesmo

    Esfahan – A cidade das Pontes

    Esfahan tem algumas dezenas de pontes, uma do lado da outra, umas mais novas e outras bem antigas, como a mais famosa, Si-o-se Pol de 1600! Chamada de ponte de 33 arcos por causa de sua construção que lembra os arcos da Lapa do Rio de Janeiro. Durante a noite fecham-se as comportas de água e a parte debaixo da ponte fica seca, onde os habitantes da cidade passam para socializarem. Uma ponte que vale a pena visitar de dia e de noite.

    A cidade é famosa também por quase ser detentora de um recorde mundial. A praça Naqsh-e Jahan é a segunda maior praça do mundo, perdendo apenas para a Praça Tianmen na China. A praça foi construída pelo imperador na mesma época da ponte de 33 arcos.

    Ela tem duas mesquitas, uma exclusiva para as mulheres do harém do imperador. Para chegar até a mesquita saindo do Palácio que fica de um lado, até a mesquita do outro, foi construído um túnel de ponta a ponta da praça. Assim elas poderiam atravessar sem serem vistas pelas pessoas que estavam no local.

    No centro da praça havia um campo de polo, aquele jogo em que os jogadores ficam em cima de cavalos tentando marcar gols com um taco de madeira e uma bolinha. Aliás, você sabia que criaram esse jogo no Irã? Enquanto isso da varanda do palácio, os nobres poderiam assistir às partidas.

    Esfahan e sua ponte de 33 arcos

    E o poema “Vou me embora pra Pasargada” ?

    Manuel Bandeira nunca visitou Pasargada, mas ele considerava esse lugar como um refúgio, um paraíso que ele poderia ir para fugir de seus problemas cotidianos. Hoje em dia está mais fácil visitar o Irã, então quem sabe você não dá uma fugidinha para lá também?

    Vou me embora pra Pasargada
    Lá sou amigo do rei
    Lá tenho a mulher que eu quero
    Na cama que escolherei

    Vou me embora pra Pasargada
    Aqui eu não sou feliz
    Lá a existência é uma aventura
    De tal modo inconsequente
    Que Joana a Louca de Espanha
    Rainha e falsa demente
    Vem a ser contraparente
    Da nora que nunca tive

    Vou me embora pra Pasargada

    Posts de Destinos Históricos

    Gostou desse post cheio de história? Então visite os posts de outros Destinos Históricos de nossos blogs amigos!

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    Quanto custa ver a Aurora Boreal na Finlândia?

    Se você é assim como a gente e sempre teve o sonho de ver a Aurora Boreal brilhar nos céus do Polo Norte, mas achava que uma viagem dessa deve custar muito caro, esse post é para você. Vamos mostrar quanto custa ver a Aurora Boreal em Rovaniemi, no norte da Finlândia, desde passagens aéreas, até roupas, passeios e alimentação.

    O pacote completíssimo, e mostrar que o melhor país para isso é a Finlândia, muito mais barato que seus vizinhos escandinavos como a Noruega, Dinamarca e Islândia.

    A passagem aérea pra chegar em Rovaniemi, dentro do círculo polar ártico na Finlândia

    Como o Brasil não tem voos diretos para Helsinki nem Rovaniemi, uma passagem para ir direto ao destino final parece ser muito cara! Aproveite alguns dias na Europa primeiro e depois voe para lá!

    Nós saímos de Vilnius, na Lituânia, fizemos uma escala em Helsinki e chegamos em Rovaniemi, tudo com a Finnair e custou cerca de 100 euros, ou 650 reais hoje em dia. Em época de alta temporada há um voo direto de Londres para Rovaniemi pela Ryanair, e essa passagem custa menos de 30 euros! Uma pechincha!

    Vale a pena pesquisar quanto fica uma passagem somente para Helsinki também, pois da capital da Finlândia há trens noturnos e bem confortáveis para Rovaniemi por 50 euros.

    Se agasalhe bem, porque você não quer passar frio na hora de ver a Aurora Boreal!

    Antes de falar no custo de vida lá na cidade precisamos falar de um item muito importante para o planejamento! As roupas de neve!

    Se você já procurou no Brasil deve ter visto que uma blusa ou calça de neve não vai custar menos de 500 reais. E isso é normal porque o país não produz esse tipo de roupa e tudo precisa ser importado. Além disso não vende muito, então o estoque pode ficar parado por vários anos.

    Como falamos no item anterior, o melhor é pegar um voo mais barato do Brasil para alguma outra cidade europeia, aproveitar uns dias na cidade para passear e comprar roupas! As lojas tipo H&M e Primark tem diversas roupas com um preço camarada.

    Mas se você procura economia mesmo (e ainda ajudar o meio ambiente), vale a pena procurar lojas de segunda mão, os famosos brechós. Mas brechó na Europa não é igual Brasil não. Não são somente aquelas roupas dos anos 70 com cheiro de naftalina que parecem ser de pessoas que morreram há alguns anos.

    Uma das maiores redes de lojas de segunda mão da Europa se chama Humana. Foi criada na Suíça com o objetivo de vender roupas doadas e utilizar o dinheiro para os mais necessitados. Cada país tem suas particularidades para as lojas da rede, mas o que achamos interessante foi que na Lituânia todo o estoque de roupas era trocado semanalmente. O preço era fixo para todas as peças, e todos os dias ficavam mais baixos.

    Para vocês terem uma ideia. Encontramos jaquetas de marcas super famosas como Michael Kors e Norweggian Project por 10 euros cada. Cerca de 65 reais. Olhamos as mesmas jaquetas em sites de produtos usados no Brasil e custaria 400 reais.

    Gorros, luvas e meias são bem simples e encontrados em qualquer lojinha pela Europa. Os valores ficam entre 2 e 10 euros! Outro item importante é a segunda pele, calça e camiseta bem justas que vão coladas no corpo para tirar o suor e manter quente. Esses itens custam menos de 5 euros cada em qualquer loja de esportes tipo Decatlhon.

    Uma coisa que nos preocupava bastante eram as botas de neve. Há alguns anos fui ver a Aurora Boreal na Noruega e fui com uma bota da Timberland comum, feita para usar na terra e barro! Acabou que a bota não esquentava, nem era impermeável, então a água entrava e congelava! Um desespero!

    Encontrei uma bota feita para quem faz Ski, totalmente impermeável e até o joelho por 15 euros! Foi o item mais caro que compramos, mas sabia que manter os pés aquecidos era essencial para a experiência completa, e é um custo que vale a pena para ver a Aurora Boreal com qualidade.

    Por fim as calças! Decidimos procurar calças especiais para a neve, pois além de proteger do frio ainda dariam uma liberdade extra para sentar no chão e rolar na neve sem nos preocuparmos em molhar! Mas fomos surpreendidos! Quando você acha que custa uma calça de neve dessas pra ver a Aurora Boreal? Pois acredite que encontramos muitas nas lojas de segunda mão, de diversas cores e tamanhos, e pagamos apenas 4 euros! Menos de 30 reais!

    Nossos parceiros e amigos!

    Confira também as dicas de nossos amigos sobre como viajar barato para outros destinos do mundo! Dá pra visitar todo lugar gastando bem menos do que o normal, só precisamos ajudar a informação a chegar a todo mundo!

    O Moises do blog Viajando com Moises fez um post sobre Quanto custa viajar para Minas Gerais

    A Luana Lôpo do blog Viagem e Cura fez um post sobre Quanto custa uma viagem para Disney

    O Breno do blog Viajando com a Mala Rosa fez um post sobre Quanto custa viajar para a Praia Grande, SP

    A Patrícia do blog Descobrir Viajando fez um post sobre Visitar Pisa na Itália: quanto custa?

  • Sem classificação, Suíça

    Nosso Roteiro na Suíça

    Nosso roteiro na Suíça não foi dos mais comuns, ficamos 15 dias em Zurique cuidando de 2 gatinhos incríveis e fofos! Geralmente ficamos hospedados na casa de quem precisa que cuide dos seus pets através da plataforma Trusted House Sitters, saiba mais sobre isso aqui.

    Nós na Cidade de Zurique

    Suíça é um país com custos bem acima da média da Europa, contudo nos surpreendeu com os preços até quando comparamos com os países nórdicos, por isso os roteiros pela Suíça acabam sendo compactos. Veja nossos gastos na Finlândia (em breve). Nesse post falamos sobre os preços na Suíça (em breve).

    Zurique – nossa cidade base no roteiro pela Suíça

    Em alguns dias aproveitamos a cidade em si, Zurique, que nos surpreendeu muito com excelentes museus como o da Lindt e da Fifa. Também fizemos passeios fora da rota turística como andar de bicicleta e dar um mergulho no rio do meio da cidade, sim, pode parecer inacreditável, mas no verão é possível.

    Eu me acabando de comer chocolate no museu da Lindt

    Para aproveitar os outros dias compramos o Swiss Travel Pass para 8 dias, passe que dá direito a andar pelos transportes do país e a algumas atrações. Não é um passe barato, porém ele nos trouxe economia e conforto para explorar esse país impressionante e lacrar no nosso roteiro na Suíça.

    De ante mão aviso que sempre fizemos bate e volta dos lugares a partir de Zurique, afinal tínhamos que voltar para cuidar dos gatinhos! Apesar de não ser a melhor opção era a que tínhamos e como a malha ferroviária é muito bem conectada e eficiente foi possível! No final achamos que aproveitamos bem nosso tempo por lá!

    Interlaken – cidade dos contos de fadas

    Nosso primeiro bate e volta foi pra Interlaken. Para um bom roteiro na Suíça o ideal é ficar pelo menos dois dias por lá, portanto fizemos bate e volta 2 vezes! Em Interlaken além de passear pelo centrinho, nós fizemos o passeio de barco pelo lago Brienz, incluso no Swiss Travel Pass. No meio do passeio fizemos uma parada em Iseltwald, e voltamos pra cidade. Subimos com o funicular até Harder Kulm, lá tem uma vista magnífica da cidade e podemos perceber ainda mais a cor estonteante do rio Aar.

    Nós e a vista estonteante para a cidade de Interlaken

    Depois fomos até o lago Blausee, que fica mais ou menos 40 min de Interlaken e é perfeitamente possível fazer de transporte público. A transparência desse lago é realmente impressionante e foi um dos mais bonitos que vimos na Suíça (quiçá no mundo!).

    Lago Blausee, um dos pontos altos do nosso roteiro pela Suíça

    No segundo dia que fomos até Interlaken conhecemos Grindelwald e subimos até Jungfraujoch, que apesar de chamarem de Top of Europe (topo da Europa) não é o pico mais alto do continente europeu (sim, por muito tempo acreditei nisso). O ponto mais alto fica na Rússia, com 5.642m, a montanha Elbrus. 

    Esse passeio não está incluído no passe, mas você tem 25% de desconto e é uma ferrovia lendária, já que foi toda escavada na rocha. Lá em cima você consegue ver neve mesmo no verão, é um glaciar, ou seja, o gelo nunca derrete.

    Montreux – Lavaux – quem disse que a Suíça não tem vinho!

    Fizemos bate e volta também para a região de Montreux e Lavaux. Em outra viagem já fiquei hospedada em Montreux, mas não há muito o que fazer pela cidade, recomendo portanto ficar hospedados em Lausanne e fazer um bate e volta para a região.

    O mais famoso em Montreux é sem dúvida o castelo de Chillon, que não fica no centro, mas você pode chegar até ele fazendo um lindo passeio de barco, ambos estão incluídos no passe.

    Lavaux é a região vinícola da Suíça, lá você pode experimentar excelentes vinhos e conhecer os vinhedos que são patrimônio da Unesco, pois ficam encravados nas montanhas que beiram o lago Genebra, é lindo de se ver.

    Lucerna – cidade do bondinho conversível

    Em outro dia fomos até a região de Lucerna, outra cidade que recomendo se hospedar. Em Lucerna fomos até a montanha Riga, subimos de bondinho mais o trem de cremalheira e descemos só com o trem de cremalheira, passeio perfeito que gostaríamos ter tido mais tempo para aproveitar.

    Exploramos a cidade que é maravilhosa e fizemos o passeio do Cabrio Bahn, o bondinho conversível. O bondinho é aberto na parte de cima para que você possa tirar o melhor da vista que a montanha oferece. Veja aqui o que fazer em Lucerna (em breve).

    Passeio no Bondinho Conversível Cabrio Bahn

    Bernina Express – ponto alto do nosso roteiro na Suíça

    Outro passeio que fizemos foi de trem com o Bernina Express, a ida de trem é um passeio por si só, as paisagens são estonteantes! Esse trem sai de Chur e vai até Tirano na Itália. Contudo, apesar do trem estar incluído no Swiss Travel Pass a reserva pros vagões panorâmicos não estão, portanto é necessário fazer a reserva com antecedência e pagar pelo assento.

    Nesse passeio fizemos uma parada rápida na cidade de St Moritz e Chur, St Moritz não tem muito o que explorar no verão, achamos que não valeu a pena parar, já Chur parecia uma cidade de boneca.

    Nem saímos da estação de Tirano, pois lá descobrimos um trem todo aberto,  ele só opera no verão e queríamos experimentar! Esse trem também aceita o passe suíço e não precisa de reserva de assento, sem dúvida foi uma experiência inesquecível. Saiba mais aqui.

    Leinchtenstein – adicionando um país no roteiro da Suíça

    Leinchtenstein é um dos micro países da Europa e fica coladinho com a Suíça. Apenas um dia é suficiente para explorar a capital e um bate e volta de Zurique foi super tranquilo, dá pra incluir facilmente no seu roteiro na Suíça. Ah, os ônibus de Leinchstein também estão incluídos no passe suíço, uma maravilha!

    Ponte que divide a Suíça e Liechtenstein

    Zermatt – destino de inverno no verão

    Essa cidade é incrível e saiu diretamente dos contos de fadas! À primeira vista é um destino super disputado no inverno, porém no verão também guarda sua beleza e se vocês também incluiria no roteiro pela Suíça. É a cidade do famoso Matterhorn, o pico do chocolate Toblerone. Foi o mais cansativos dos bate e voltas de Zurique e nenhuma cidade grande fica muito perto de lá. 

    Zermatt, a cidade do pico do chocolate Toblerone

    Lá subimos com o trem até Gornergrat, onde você tem uma vista especial para o Matterhorn e um complexo com algumas atividades para os turistas. Na volta fizemos parte do trajeto à pé, a região tem muitas trilha para serem exploradas no verão. Também procuramos as ovelhas (tem até um site para isso) e foi pura doçura!

    St Gallen – bate e volta rapidinho

    Essa eu passei! Só o Raphael fez bate e volta para a cidadezinha e amou. As atrações mais famosas na cidade são a igreja e a biblioteca. A biblioteca fica junto à igreja e tem manuscritos de mais de 600 anos e, além de não poder tirar foto, não pode nem entrar de sapato!

    Museu da FIFA – pra finalizar Zurique

    Na volta de St Gallen encontrei o Raphael no museu da FIFA, um museu com preço salgado, porém que também está incluso no passe, por isso aproveitamos e valeu muito! Ele é todo interativo e super divertido.

    Esse museu serviu de referência para criação do museu do futebol em São Paulo, onde é o estádio do Pacaembú, a propósito, se você não conhece está aí um lugar fantástico para explorar em São Paulo.

    Concluindo, acho que aproveitamos muito nosso passe e tivemos momentos ímpares na Suíça, mesmo sendo cansativo faria tudo de novo e se tivesse a oportunidade de pernoitar nas cidades, melhor ainda!