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    Quanto custa ver a Aurora Boreal na Finlândia?

    Se você é assim como a gente e sempre teve o sonho de ver a Aurora Boreal brilhar nos céus do Polo Norte, mas achava que uma viagem dessa deve custar muito caro, esse post é para você. Vamos mostrar quanto custa ver a Aurora Boreal em Rovaniemi, no norte da Finlândia, desde passagens aéreas, até roupas, passeios e alimentação.

    O pacote completíssimo, e mostrar que o melhor país para isso é a Finlândia, muito mais barato que seus vizinhos escandinavos como a Noruega, Dinamarca e Islândia.

    A passagem aérea pra chegar em Rovaniemi, dentro do círculo polar ártico na Finlândia

    Como o Brasil não tem voos diretos para Helsinki nem Rovaniemi, uma passagem para ir direto ao destino final parece ser muito cara! Aproveite alguns dias na Europa primeiro e depois voe para lá!

    Nós saímos de Vilnius, na Lituânia, fizemos uma escala em Helsinki e chegamos em Rovaniemi, tudo com a Finnair e custou cerca de 100 euros, ou 650 reais hoje em dia. Em época de alta temporada há um voo direto de Londres para Rovaniemi pela Ryanair, e essa passagem custa menos de 30 euros! Uma pechincha!

    Vale a pena pesquisar quanto fica uma passagem somente para Helsinki também, pois da capital da Finlândia há trens noturnos e bem confortáveis para Rovaniemi por 50 euros.

    Se agasalhe bem, porque você não quer passar frio na hora de ver a Aurora Boreal!

    Antes de falar no custo de vida lá na cidade precisamos falar de um item muito importante para o planejamento! As roupas de neve!

    Se você já procurou no Brasil deve ter visto que uma blusa ou calça de neve não vai custar menos de 500 reais. E isso é normal porque o país não produz esse tipo de roupa e tudo precisa ser importado. Além disso não vende muito, então o estoque pode ficar parado por vários anos.

    Como falamos no item anterior, o melhor é pegar um voo mais barato do Brasil para alguma outra cidade europeia, aproveitar uns dias na cidade para passear e comprar roupas! As lojas tipo H&M e Primark tem diversas roupas com um preço camarada.

    Mas se você procura economia mesmo (e ainda ajudar o meio ambiente), vale a pena procurar lojas de segunda mão, os famosos brechós. Mas brechó na Europa não é igual Brasil não. Não são somente aquelas roupas dos anos 70 com cheiro de naftalina que parecem ser de pessoas que morreram há alguns anos.

    Uma das maiores redes de lojas de segunda mão da Europa se chama Humana. Foi criada na Suíça com o objetivo de vender roupas doadas e utilizar o dinheiro para os mais necessitados. Cada país tem suas particularidades para as lojas da rede, mas o que achamos interessante foi que na Lituânia todo o estoque de roupas era trocado semanalmente. O preço era fixo para todas as peças, e todos os dias ficavam mais baixos.

    Para vocês terem uma ideia. Encontramos jaquetas de marcas super famosas como Michael Kors e Norweggian Project por 10 euros cada. Cerca de 65 reais. Olhamos as mesmas jaquetas em sites de produtos usados no Brasil e custaria 400 reais.

    Gorros, luvas e meias são bem simples e encontrados em qualquer lojinha pela Europa. Os valores ficam entre 2 e 10 euros! Outro item importante é a segunda pele, calça e camiseta bem justas que vão coladas no corpo para tirar o suor e manter quente. Esses itens custam menos de 5 euros cada em qualquer loja de esportes tipo Decatlhon.

    Uma coisa que nos preocupava bastante eram as botas de neve. Há alguns anos fui ver a Aurora Boreal na Noruega e fui com uma bota da Timberland comum, feita para usar na terra e barro! Acabou que a bota não esquentava, nem era impermeável, então a água entrava e congelava! Um desespero!

    Encontrei uma bota feita para quem faz Ski, totalmente impermeável e até o joelho por 15 euros! Foi o item mais caro que compramos, mas sabia que manter os pés aquecidos era essencial para a experiência completa, e é um custo que vale a pena para ver a Aurora Boreal com qualidade.

    Por fim as calças! Decidimos procurar calças especiais para a neve, pois além de proteger do frio ainda dariam uma liberdade extra para sentar no chão e rolar na neve sem nos preocuparmos em molhar! Mas fomos surpreendidos! Quando você acha que custa uma calça de neve dessas pra ver a Aurora Boreal? Pois acredite que encontramos muitas nas lojas de segunda mão, de diversas cores e tamanhos, e pagamos apenas 4 euros! Menos de 30 reais!

    Nossos parceiros e amigos!

    Confira também as dicas de nossos amigos sobre como viajar barato para outros destinos do mundo! Dá pra visitar todo lugar gastando bem menos do que o normal, só precisamos ajudar a informação a chegar a todo mundo!

    O Moises do blog Viajando com Moises fez um post sobre Quanto custa viajar para Minas Gerais

    A Luana Lôpo do blog Viagem e Cura fez um post sobre Quanto custa uma viagem para Disney

    O Breno do blog Viajando com a Mala Rosa fez um post sobre Quanto custa viajar para a Praia Grande, SP

    A Patrícia do blog Descobrir Viajando fez um post sobre Visitar Pisa na Itália: quanto custa?

  • Sem classificação, Suíça

    Nosso Roteiro na Suíça

    Nosso roteiro na Suíça não foi dos mais comuns, ficamos 15 dias em Zurique cuidando de 2 gatinhos incríveis e fofos! Geralmente ficamos hospedados na casa de quem precisa que cuide dos seus pets através da plataforma Trusted House Sitters, saiba mais sobre isso aqui.

    Nós na Cidade de Zurique

    Suíça é um país com custos bem acima da média da Europa, contudo nos surpreendeu com os preços até quando comparamos com os países nórdicos, por isso os roteiros pela Suíça acabam sendo compactos. Veja nossos gastos na Finlândia (em breve). Nesse post falamos sobre os preços na Suíça (em breve).

    Zurique – nossa cidade base no roteiro pela Suíça

    Em alguns dias aproveitamos a cidade em si, Zurique, que nos surpreendeu muito com excelentes museus como o da Lindt e da Fifa. Também fizemos passeios fora da rota turística como andar de bicicleta e dar um mergulho no rio do meio da cidade, sim, pode parecer inacreditável, mas no verão é possível.

    Eu me acabando de comer chocolate no museu da Lindt

    Para aproveitar os outros dias compramos o Swiss Travel Pass para 8 dias, passe que dá direito a andar pelos transportes do país e a algumas atrações. Não é um passe barato, porém ele nos trouxe economia e conforto para explorar esse país impressionante e lacrar no nosso roteiro na Suíça.

    De ante mão aviso que sempre fizemos bate e volta dos lugares a partir de Zurique, afinal tínhamos que voltar para cuidar dos gatinhos! Apesar de não ser a melhor opção era a que tínhamos e como a malha ferroviária é muito bem conectada e eficiente foi possível! No final achamos que aproveitamos bem nosso tempo por lá!

    Interlaken – cidade dos contos de fadas

    Nosso primeiro bate e volta foi pra Interlaken. Para um bom roteiro na Suíça o ideal é ficar pelo menos dois dias por lá, portanto fizemos bate e volta 2 vezes! Em Interlaken além de passear pelo centrinho, nós fizemos o passeio de barco pelo lago Brienz, incluso no Swiss Travel Pass. No meio do passeio fizemos uma parada em Iseltwald, e voltamos pra cidade. Subimos com o funicular até Harder Kulm, lá tem uma vista magnífica da cidade e podemos perceber ainda mais a cor estonteante do rio Aar.

    Nós e a vista estonteante para a cidade de Interlaken

    Depois fomos até o lago Blausee, que fica mais ou menos 40 min de Interlaken e é perfeitamente possível fazer de transporte público. A transparência desse lago é realmente impressionante e foi um dos mais bonitos que vimos na Suíça (quiçá no mundo!).

    Lago Blausee, um dos pontos altos do nosso roteiro pela Suíça

    No segundo dia que fomos até Interlaken conhecemos Grindelwald e subimos até Jungfraujoch, que apesar de chamarem de Top of Europe (topo da Europa) não é o pico mais alto do continente europeu (sim, por muito tempo acreditei nisso). O ponto mais alto fica na Rússia, com 5.642m, a montanha Elbrus. 

    Esse passeio não está incluído no passe, mas você tem 25% de desconto e é uma ferrovia lendária, já que foi toda escavada na rocha. Lá em cima você consegue ver neve mesmo no verão, é um glaciar, ou seja, o gelo nunca derrete.

    Montreux – Lavaux – quem disse que a Suíça não tem vinho!

    Fizemos bate e volta também para a região de Montreux e Lavaux. Em outra viagem já fiquei hospedada em Montreux, mas não há muito o que fazer pela cidade, recomendo portanto ficar hospedados em Lausanne e fazer um bate e volta para a região.

    O mais famoso em Montreux é sem dúvida o castelo de Chillon, que não fica no centro, mas você pode chegar até ele fazendo um lindo passeio de barco, ambos estão incluídos no passe.

    Lavaux é a região vinícola da Suíça, lá você pode experimentar excelentes vinhos e conhecer os vinhedos que são patrimônio da Unesco, pois ficam encravados nas montanhas que beiram o lago Genebra, é lindo de se ver.

    Lucerna – cidade do bondinho conversível

    Em outro dia fomos até a região de Lucerna, outra cidade que recomendo se hospedar. Em Lucerna fomos até a montanha Riga, subimos de bondinho mais o trem de cremalheira e descemos só com o trem de cremalheira, passeio perfeito que gostaríamos ter tido mais tempo para aproveitar.

    Exploramos a cidade que é maravilhosa e fizemos o passeio do Cabrio Bahn, o bondinho conversível. O bondinho é aberto na parte de cima para que você possa tirar o melhor da vista que a montanha oferece. Veja aqui o que fazer em Lucerna (em breve).

    Passeio no Bondinho Conversível Cabrio Bahn

    Bernina Express – ponto alto do nosso roteiro na Suíça

    Outro passeio que fizemos foi de trem com o Bernina Express, a ida de trem é um passeio por si só, as paisagens são estonteantes! Esse trem sai de Chur e vai até Tirano na Itália. Contudo, apesar do trem estar incluído no Swiss Travel Pass a reserva pros vagões panorâmicos não estão, portanto é necessário fazer a reserva com antecedência e pagar pelo assento.

    Nesse passeio fizemos uma parada rápida na cidade de St Moritz e Chur, St Moritz não tem muito o que explorar no verão, achamos que não valeu a pena parar, já Chur parecia uma cidade de boneca.

    Nem saímos da estação de Tirano, pois lá descobrimos um trem todo aberto,  ele só opera no verão e queríamos experimentar! Esse trem também aceita o passe suíço e não precisa de reserva de assento, sem dúvida foi uma experiência inesquecível. Saiba mais aqui.

    Leinchtenstein – adicionando um país no roteiro da Suíça

    Leinchtenstein é um dos micro países da Europa e fica coladinho com a Suíça. Apenas um dia é suficiente para explorar a capital e um bate e volta de Zurique foi super tranquilo, dá pra incluir facilmente no seu roteiro na Suíça. Ah, os ônibus de Leinchstein também estão incluídos no passe suíço, uma maravilha!

    Ponte que divide a Suíça e Liechtenstein

    Zermatt – destino de inverno no verão

    Essa cidade é incrível e saiu diretamente dos contos de fadas! À primeira vista é um destino super disputado no inverno, porém no verão também guarda sua beleza e se vocês também incluiria no roteiro pela Suíça. É a cidade do famoso Matterhorn, o pico do chocolate Toblerone. Foi o mais cansativos dos bate e voltas de Zurique e nenhuma cidade grande fica muito perto de lá. 

    Zermatt, a cidade do pico do chocolate Toblerone

    Lá subimos com o trem até Gornergrat, onde você tem uma vista especial para o Matterhorn e um complexo com algumas atividades para os turistas. Na volta fizemos parte do trajeto à pé, a região tem muitas trilha para serem exploradas no verão. Também procuramos as ovelhas (tem até um site para isso) e foi pura doçura!

    St Gallen – bate e volta rapidinho

    Essa eu passei! Só o Raphael fez bate e volta para a cidadezinha e amou. As atrações mais famosas na cidade são a igreja e a biblioteca. A biblioteca fica junto à igreja e tem manuscritos de mais de 600 anos e, além de não poder tirar foto, não pode nem entrar de sapato!

    Museu da FIFA – pra finalizar Zurique

    Na volta de St Gallen encontrei o Raphael no museu da FIFA, um museu com preço salgado, porém que também está incluso no passe, por isso aproveitamos e valeu muito! Ele é todo interativo e super divertido.

    Esse museu serviu de referência para criação do museu do futebol em São Paulo, onde é o estádio do Pacaembú, a propósito, se você não conhece está aí um lugar fantástico para explorar em São Paulo.

    Concluindo, acho que aproveitamos muito nosso passe e tivemos momentos ímpares na Suíça, mesmo sendo cansativo faria tudo de novo e se tivesse a oportunidade de pernoitar nas cidades, melhor ainda!